"A descoberta consiste em ver
o que todo mundo viu e pensar o que ninguém pensou." - A. Szent-Gyorgyi


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23/11/2009

Luas escuras, mundo vermelho

O post de hoje vai ser sobre o Capitulo 7 do livro 'UFOs, o último grande segredo'.
Titulo do capitulo: "Luas escuras, mundo vermelho" página 76

Em algum lugar no espaço, presumidamente próximo a Marte e possivelmente em sua órbita, está uma nave robô de um bilhão de dólares fora de atividade, a Mars Observer. E em algum lugar na superfície marciana, talvez próximo da calota de gelo do pólo sul, está um robô também fora de uso, o Polar Lander.

Lançado na Florida em 25 de Setembro de 1992, a Mars Observer passou quase um ano viajando pelo espaço antes de chegar aos arredores de Marte, em 21 de agosto de 1993. Equipada com inúmeros sistemas de backup e á prova de falhas, ela era o aparato mais sofisticado já enviado ao Planeta Vermelho e a primeira sonda marciana direcionada a Marte em 17 anos. A nave deveria entrar em órbita no dia 24 de agosto de 1993 e então passar os próximos 75 dias manobrando em uma órbita próxima á região polar, a 376 quilômetros de altitude.

Impressão artística da nave robô Mars Observer que desapareceu em 24 de agosto de 1993. (ilustração da NASA)

Da órbita polar, a Observer estava programada para ativar seus intrumentos e conduzir um reconhecimento fotográfico de todo o planeta, além disso a nave deveria realizar leituras extensivas da superfície e medições da atmosfera rerefeita de Marte. Conforme a Observer apróximava-se do Planeta Vermelho, seu rádio foi desligado para que um filamento do delicado tubo de transmissão fosse protegido durante a pressurização dos tanques de combustivel.

Quando chegou a hora de religar o transmissor, tudo o que se ouvia era o silêncio. Como o prazo para entrar em órbita esgotando-se os engenheiros da missão enviaram um sinal para que a Observer ativasse seu transmissor de backup. Não houve resposta e então esperando que a nave tivesse entrado em órbita, mas que estivesse impossibilitada de receber comando (talvez por falhas no sistema de rádio), eles esperaram - Sabendo que a Observer estava programada para após cinco dias sem receber mensagens da Terra, enviar um sinal de rádio para o controle de missão e perguntar vigorosamente: "Por que você não está falando comigo?" Novamente havia somente silêncio, enquanto outra sonda sem tripulantes perdia-se próximo a Marte. Em março de 1989 a Fobos 2, sonda russa enviada a Marte, ficou misteriosamente silenciosa; mas, diferentemente da Mars Observer, a Fobos2 enviou á Terra uma série de informações e várias fotografias clique aqui para ver antes do controle da missão em Kaliningrado perder contato.

Algumas dessas fotos revelaram Objetos enigmáticos e trouxeram á tona características que continuam a confundir cientistas espaciais. De fato a história da exploração sem tripulantes de Marte tem sido para os russos, um de seus frequentes infortúnios. Já em 1963 a sonda soviética Mars 1 parou de funcionar a uma distância de 215 milhões de quilômetros do Sol. Em 1965 a sonda soviética Zond2 também desligou, dessa vez a uma distância de aproximadamente 205 milhões de quilômetros do Sol, e em ambos os casos não se houve sinal de nenhuma das Naves. Outras sondas russas que se seguiram também encontraram dificuldades ou desapareceram.

Três perdas criaram um grande atraso para os russos, todavia também os Estados Unidos passavam por esse problema, já que suas naves também entravam em colapso no caminho até Marte. Em 1964, a Mariner3 americana apresentou uma falha logo após seu lançamento. No ano seguinte a Mariner4 passou por problemas de controlo próximo á mesma área do espaço no qual estiveram a Mariner 1 e a Zound 2. Felizmente nesse caso o controle foi estabelecido, e a Mariner 4 tornou-se um sucesso - ainda que o problema tenha ocorrido novamente quatro anos depois em julho de 1969. Dessa vez foi com a Mariner 7, programada para voar a cerca de 3.200 quilômetros do Planeta Vermelho. Engenheiros do Jet Propulsion Laboratory (JPL) em Pasadena, California perderam contato com a nave de forme repentina. Cerca de sete horas depois a sonda ressurgiu, embora com a capacidade de transmissão de dados reduzida e com velocidade ligeiramente maior!

Foto da lua Phobos de Marte. Ela tem pouco mais de 16 quilômetros de diâmetro.

Em 11 de agosto de 1877 o astronomo Asaph Hall posicionou-se á frente das lentes do recém construído telescópio de 65 centimentros do observa tório Naval dos EUA em Washington. Com isso ele descobriu dois satélites que os batizou de Deimos e Phobos, Em 1944 descobriram que a lua mais próxima de Marte Phobos parecia estar diminuindo sua órbita de forma bastante gradual. Em linguagem astronomica isso chama-se "aceleração secular". Satélites artificiais passam por aceleração secular - inicialmente com a queda lenta e ganhando velocidade - Sharpless que posteriormente revisou seus caculos continuava convencido de que Phobos estava em uma lenta órbita decadente. Apesar disso o assunto recebeu poucas considerações sérias até ser deixada de lado.

Mais tarde em seu livro The Cosmic Connection, o astronomo Carl Sagan fez observações afirmando que Phobos com uma densidade tão baixa indicava que poderia ser oca. Um grande Objeto oco de 16 quilometros e termina dizendo que um objeto com essas caracteristicas não poderia ser criado por processos naturais. Shklovskii portanto conclui que Phobos teria sido criada por uma civilização marciana adiantada.